sábado, 17 de janeiro de 2015

O Outro, Sempre

from: http://www.viraracabeca.com.br/vc/portfolio-item/a-forca-da-uniao-2/

Nas viagens atribuladas que cruzamos juntos
Por vezes, perdemos as coordenadas
Pelo meio de irrelevantes assuntos.

Mas no fundo, pese o esquecimento
Somos mais unidos que o cimento
Todos no's, negro, branco ou cinzento,
Somos unidos por um qualquer fio inseparável
Que nos pode unir nas condições extremas da vida
Quando O OUTRO é a unica saída.

Há este sentimento quase inexplicável
Que faz de Deus esse agente tão memorável
Porque nos uniu, mesmo que por vezes nos esqueçamos.

Os nossos dedos podem cruzar-se e formar uma união,
Os nossos braços podem unir-se e criar coesão
Os nossos olhos podem ver-se e criar afecção.
A raiva, essa, vem de coisas não palpáveis
Que ultrapassam SEMPRE o indivíduo.
Sejam elas uma seita, um país, uma ideia...

Na guerra, nenhum soldado mata por detestar o outro,
Ele detesta as suas ideias, aquilo porque ele luta
Mas se o conhecesse, se necessitassem um do outro para sobreviver
Aí entraria esta ligação mística que Deus criou para no's.
Porque é isso que somos, pequenos mas querendo sempre sair do corpo
Para abraçar ideias que nos ultrapassam.
No entanto, se nos restringirmos a no's, e ao que somos apenas,
À pertença que o nosso corpo é para no's
Então aí conseguiremos a tal paz que o Mundo necessita
Porque a sociedade é unicultural, unihumana, erudita...


E está a verdade escrita...

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Amo-te



Nunca terei qualquer tipo de problema,
Ansiedade, temor, ou dilema
Em divulgar e anunciar a todo o Mundo
Que te amo desde o lugar mais profundo
Mais bonito e mais precioso
Que tenho guardado neste coração ansioso.

Nunca, nunca, prometo
Deixarei que a felicidade que enfrento
Não seja causada por ti
Pois és a mulher que eu escolhi
E sei que és aquela que torna mais preenchida
Esta coisa dificil de explicar que é a vida.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Alma Lusitana



Ora, ora
Só me faltava agora essa
2 minutos antes da hora
E já estão a começar a peça!

Tenham lá calma, espectadores
Que o Mundo não acaba amanhã
Esperem que venham aqueles senhores
Do tão famoso e imperdoável clã.

Sim, falo dessa classe pouco operária
Que adora brincar com o dinheiro alheio
Que mesmo tendo apenas a escolaridade primária
Lá arranjam um diploma que ninguém sabe de onde veio.

Queria muito que me fizessem o favor
Se não fosse muito chato
De desaparecer deste país laborador
Que o povo está um bacado farto.

Deixem o povo governar
Que ninguém mais tem competência
O dinheiro é de quem tanto trabalha para o guardar
E não desses que o ganham com indecência.

Devolvam Portugal aos portugueses
Que a mais ninguém ele deve pertencer!
Garanto-vos que em alguns meses
Se verá a alma lusitana a erguer.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ode à minha Musa



É num fôlego de paixão que me encontro
É numa harmonia de razão que me vejo
Porque é assim, princesa abençoada
Que me sinto em cada beijo
Em cada noite encantada
Em cada fôlego de desejo.
É num limiar de felicidade que mergulho
É num encontrar de bondade que me espanto
Por cada vez que me olhas, ou ajes
Por cada coisa que fazes me encanto.
O que fazes por mim, meu amor
Ninguém jamais o fez, meu alegre pranto.
É num choro de pura emoção
Num grito de gloriosa imensidão
Que vejo em ti o que em mais ninguém encontrei
Porque és tão generosa, tão paciente, tão...
Tão emocionalmente segura, que jamais temerei
O facto de viver na física solidão.
Porque no fundo comigo estás
E comigo permanecerás.
É numa canção de amor
Que me encanta no seu esplendor
Que dou por mim a cantar
Sem sentir qualquer tipo de pudor
Sem medo de quem me possa escutar
Porque me tornas são, com o teu calor.
É num mar de certezas
Que vejo em ti a explicação
Para todas as teorias sobre a Fortuna
Todos os Dante, Einstein, Pessoa, Platão
Todos os sábios que tentaram explicar
Que raio de regozijo nos traz esta sensação.
Foi num reunir de júbilo
Mais puro, mais certo, mais redentor
Que me apeguei a este enorme dilúvio
Que me trouxe o teu carinhoso calor.
Por isso, princesa, algo em mim quis escrever
Um poema ao teu amor.
É num emaranhado de pureza
Numa imensidão que o meu coração acusa
Que me ajoelho à tua beleza
Que deixo que ela me seduza
Que aqui escrevo com requintada delicadeza
A Ode à minha Musa.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Rio de mim próprio


Image from: http://www.ahmanolo.blog.br/2013/01/parece-legitimo.html


Sou o primeiro dos mortais
A rir da sua própria ignorância
Em vez de rir dos demais.

Sou isso, porque é necessário demonstrar inteligência
Capacidade de ser, e de saber refinado
Para se dar uma gargalhada dirigida à sua própria pessoa
E deixar a vergonha passar ao lado.

Isto é, saber ter o recuo necessário
E aniquilar qualquer defeito primário
Como o orgulho, o ódio ou o cinismo.
Assim me retiro a mim mesmo do abismo
Assim uso esta filosofia de vida que me ensina:
Só rindo me mim mesmo poderei aprender algo.

Só tendo esta capacidade clássica e fina
Este amor ao que sou e vontade de rir disso
Consigo alcançar um nível razoável de vontade
Para trabalhar sobre mim, a minha comicidade.

Amo ser assim, embora reconheça,
Em boa verdade o admito
Que não consigo ser assim todo o tempo
Se o fosse, seria bastante esquisito
Mas uso o poder da minha cabeça,
Para olhar nos olhos a adversidade, e a finto
Num movimento de habilidade, a engano
E assim rio da minha própria desgraça:
É ou não é um bom plano?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sem descrição




Desde que te beijei pela primeira vez
Criou-se em mim uma sensação de imensidão
Fui invadido por uma doce e terna lucidez
Fui acarinhado por uma onda de razão.

Porque contigo tudo é claro, tudo é lindo
Porque nunca ninguém me tratou como tu .

Sinto no meu estômago pirilampos reluzindo
E reflecindo nos meus olhos aquilo que sinto por ti.
Gostava de poder reunir em palavras o que é
Gostava que fosse tão fácil assim
Mas a definição é tão pura e tão extensa
Que se to escrevesse teria de ser numa folha imensa
Por isso, uma vez que a definição me foge
Defino-o apenas como amor, e meu amor:
Já te disse que te amo hoje?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Por NADA



Por NADA, vou parar de escrever
Pedi a Deus respostas e ele deu-mas
Por NADA, jamais, nem por ninguém
Me deixarei afectar ao ponto de querer deixar de lutar
Por NADA, me deixarei destruir
Porque a fase de ser um fraco já passou.

Eu sei que estas palavras são duras,
Mas elas são também puras
Eu sei que pareço inflexível
Mas quando tiver a certeza da mulher que quero
Então ela perceberá que a felicidade existe
Perceberá que o amor verdadeiro persiste
Aconteça o que acontecer.

Eu estou disposto a procurar
Mas a pressa é algo que não me invade
O amor é algo que em mim arde
Mas cujo fogo não deixarei alastrar
A não ser à mulher que verdadeiramente o desejar.

Por NADA, desistirei de te procurar
Musa dos meus desejos, sei que existes
Mulher dos meus anseios, de perfeição, de divino
Sei-o, porque está escrito nas páginas do meu destino.

sábado, 31 de agosto de 2013

Voar


Invade-me uma sensação de lucidez
Uma certeza de que vou assentar de vez
Uma vaga de imensidão que não sei explicar
Mas sei que ambos acabamos por partilhar.

É como se saísse de mim sem me mexer
Como se voasse sem tirar os pés do chão
Como se não me deixasse perder no vão
Como se viver fosse apenas isto: sonhar
Como se sonhar fosse apenas isto: amar.

Sei que por vezes, no calor da noite
Voas assim também
Sei que esta sensação que me acalenta a alma
A partilhas comigo também...

Por isso o meu desejo hoje
Seria que voassemos em sintonia
Que déssemos as mãos e deixássemos a vida acontecer
Que voassemos juntos, porque voar é viver!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Por favor

Imagem:
hombre dividido, de la serie inmigraciones > 


Por favor,
Não cometas o imenso erro
De pensares que tens o meu amor.

Eu sei que te dou atenção
Admito que és bastante importante
Mas isso nada garante...

Pensa que se não me quiseres hoje
Amanhã tenho outra pessoa que me espera
Que para mim nenhuma porta está fechada
E ainda não abri nenhuma porta para ti.
Pensa que não reviverei o que já sofri
Pensa que não sou mais um inseguro
Eu agora sou mais fechado, mas bastante mais puro.

Admito que se me quiseres, dou-me a ti
Sem olhar para trás, e com a certeza absoluta
Mas é também mais que verdade que quero a felicidade
E não vou abandonar essa luta.

Não cometas esse erro, minha lua
Dessa forma a nossa linda história continua
E a minha alma será só tua.



sábado, 24 de agosto de 2013

Hipotermia




Deixaste-me em hipotermia
Não sei o que há no teu olhar
Que o torna mágico à luz do luar
Não sei o que há na canção da tua voz
Que me deixou com a sensação de que em nós
Há algo que nos unifica
E não nos deixa parar de olhar
Não sei o que há em ti
Que me faz paralisar.

Gostava de perceber qual acção devo tomar agora
Qual sentimento sentir agora
Que fazer de ti agora.
Da noite que vimos ontem
Viciei-me na sua aurora.

Depois daquela noite,
Senti que algo na minha vida pode ter mudado
Não sei definir o quê.
Por vezes a felicidade está mesmo ali ao lado
E algo em nós não a vê.
Mas ali, algo me fez acreditar
Que a minha vida está para mudar.

sábado, 17 de agosto de 2013

Echo-Incubus



There's something about the look in your eyes
Something I noticed when the light was just right
Oh , it reminded me twice that I was alive
And it reminded me that you're so worth the fight.

My biggest fear will be the rescue of me
Strange how it turns out that way, yeah
Could you show me dear, something I've not seen
Something infinitely interesting?

Could you show me dear, something I've not seen
Something infinitely interesting? Oh
Theres something about the way you move
I see your mouth in slow motion when you sing

More subtle than something someone contrives
Your movements echo that I have seen the real thing, ooh yeah

Your biggest fear will be the rescue of you
Strange how it turns out that way, yeah

Could you show me dear, something I've not seen
Something infinitely interesting?
Could you show me dear, something I've not seen
Something infinitely interesting?


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Image from: paulinhojequie.arteblog.com.br (todos os direitos reservados)


Vê como tudo é tão simples
Vê como tudo é tão bem definido.
Sabe bem viver assim
Sem alarido,
Sem ruído, sem sentido.

Sabe bem ser assim,
Mais natural do que eu era
Mais poeta do que pudera
Com mais garra que uma fera.

Vê,
Sente, ouve a corrente
Vive como eu vivo, a viver para mim
A beber, fumar, foder,
Apenas porque isso faz parte do que é viver.
Sem aparências, sem reticências,
Sem demências, ou falsas clemências.
Vive, vê,
Sem porquê, nem para quê.

Porque esta é a única forma de a minha segunda pessoa na forma verbal
Poder dizer que vive a vida da forma mais radical.
Porque penso, hoje penso
Que se não viver nos limites
Se não aproveitar ao máximo isto porque estou a passar
Então quais momentos um dia poderei recordar?

Que histórias posso guardar em minha memória
Se a minha vida for o mínimo que seja irrisória?
A verdade é que sou eu quem está a fazer a minha história
Cheio de orgulho em cada palavra nela escrita
Cheio de verdade em cada palavra dita
Cheio de paixão em cada memória bonita.

Este sou eu, nada mais,
Quer agrade ou não agrade
A minha opinião conta
E não a dos demais.

Este sou eu, e de mim gosto
Sem pensar no que mostro
Sem querer mais do que me é destinado
Sem pôr ninguém, nada, nunca, de lado.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

De entre centenas, é o mais lindo de meus poemas



Eu sei, meu bem-querer, eu sei que te perguntas
Mil perguntas que te assolam a mente.
Eu sei que te pões mil questões que do lindo Sol só te deixam ver nuvens.
Eu sei, meu lindo amor, que não me confias
Sei que pensas que sou como outra gente
Sei que pensando no que sou passas os teus dias.

Sei que te perguntas, lua de minha vida
Se toda a palavra que meus dedos soltam
Por mais bem escrita, por mais linda
Faz apenas parte de uma máscara que um dia eu irei tirar.

Eu sei que o sentes, sei-o porque 4 máscaras já tiveste de enfrentar.

Mas eu, meu amor, aqui me presto, de joelhos
Para te prometer que te irei amar.
Aqui me humilho perante a tua beleza
Aqui me debruço a Deus para lhe pedir que possa amar-te, com toda a pureza.

Eu não sou uma máscara
Eu não sou só palavras, eu sou poemas
Sou o  mais lindo dos teus lemas
E serei a mais linda de todas as tuas histórias.

Eu, meu amor, não escreveria poema algum
Se o que sinto não fosse mais transparente que as águas do Nilo
Eu não faria sair do meu coração, de minhas memórias
Tão linda poesia,
Se soubesse por um segundo que não te queria.

Eu fui feito para ti, meu amor
E tu para mim foste concebida
Aqui te espero, não te defendas mais por favor
Dedica-me teu amor
E eu te dedicarei toda a minha vida.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Esperarei



Esperarei,
Por mais que pensasses que ninguém o faria
Por mais que da noite demore a chegar de dia
Por mais tempo que tenha de esperar.

Esperarei,
Por mais que me digam para não o fazer
Por mais que haja outros apelos de prazer
Esperarei, porque tenho só uma imagem de mulher.

Esperarei,
Esperarei, estarei mesmo aqui
E não partirei, prometo, sem ti,
Não te esqueças que te espero, Francy.

Espero-te, porque fomos feitos um para o outro
Espero-te porque neste nosso desencontro
Levaste um pouco do meu coração contigo
E viver sem me devolveres esse bocado será um perigo.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pior do que não ter armas, é não ter nada por que lutar



(citação de Marguerite Yourcenar)
"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, 
porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana."
Por isso ter-te ao meu lado
Seria poder reacender da felicidade a chama.

Perguntei-me num dos meus devaneios
Se voltaria a sentir o calor do teu abraço
Depois de tanto interregno nos nossos olhares
Depois de eu pensar que de cada beijo
O regresso é a única coisa que almejo.

Voltar atrás? Não
Apenas recomeçar de novo com tudo o que aprendi
Não preciso do teu perdão
O que preciso é de ti.

Vamos a ver se terei essa sorte
Vamos ver se a pessoa que sou ainda te seduz
Enquanto não tiver às portas da morte
Ao fundo do túnel haverá sempre luz.

À minha volta tudo está um caos
Tudo se encontra em estado de guerra
Dos nossos momentos maus
São os bons que a minha memória encerra.

Sempre gostei de colocar a mim mesmo
Tarefas impossíveis de realizar
Mas pior do que não ter armas
É não ter nada por que lutar.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cambio



Estou de boca aberta
De como nesta travessia deserta
Que a vida é
De vez em quando aparece um Oasis
Que nos dá de beber e nos mantém de pé.

A cada dia que corre
A minha tristeza morre
Um bocadinho mais a cada dia que passa
E eu sei que assim vai continuar
Por cada vez que eu souber que o teu sorriso me abraça.

Tenho a certeza que nada pode correr mal
Simplesmente porque és a tal
Simplesmente porque sim
És tão especial que por uma vez na vida
Penso noutra pessoa antes de pensar em mim.

Ainda resisto a megulhar, porque tenho medo
Ainda tento perceber o que é isto, porque é cedo
Mas algo me diz, com franqueza
Que te posso olhar nos olhos
E te dizer que desta vez tenho a certeza.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Foz



Levas-me  a um patamar de temperatura emocional
Que não compreendo de onde vem esta vaga
Isto é quase como escrever uma aventura
Em que tu és a heroíma da saga
Que salva o pobre monstro da amargura.

Eu sou um corcunda
Uma pérola encurralada numa concha fechada
Teimosa em não abrir.
Mas tu és essa linda fada
Que parece não querer desistir.

Ou pelo menos não me abandonar facilemente
Quando toda e qualquer razoável gente o faria
Eu falo demais, e por vezes as minhas palavras perdem sentido
Mas é impressionante como aí te manténs
Todo o santo, caloroso ou frio dia
Cá vens, me escutas, e me fazes sentir que divino existe.

Que Deus existe,
e que o facto de te ter (re)encontrado
Não foi por acaso.

Eu acredito em mais coisas desde que te conheci
Mas nunca acreditei e difilmente mudarei
De vir a acreditar no acaso
Pura e simplesmente porque demais vi
Muito vivi, e penso que isto nunca senti
Tão ligado a alguém, quase como se houvesse uma força sobrenatural
Que nos une e nos promete que seremos ambos felizes
Que há de facto um plano estipulado para nós
E que este rio, que às vezes parece sinuoso e duvidoso
Acabará numa indescritivelmente bela foz.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Carta à vida


Olá, há quanto tempo não te escrevia
Com toda esta fúria que me caracteriza
Sabes como sou, mergulhado numa enorme folia
Sou esse louco que tanto consegue gritar, como poetiza.
E sabes também,
Porque me conheces melhor que ninguém
Que sei que és das poucas que me quer bem.
Mergulho-me em sentimentos por ti a cada dia que passa
Umas vezes odeio-te, outras amo-te, outras escrevo-te
Às vezes consigo sentir fúria contra ti
Outras consigo sentir tanto agrado em te viver
Que isso ocupa toda e qualquer porção do meu ser.
Quero continuar a caminhar contigo ao meu lado
E sei que só desaparecerás de mim quando respirar pela ultima vez
Não sei para quando tens esse momento reservado,
Mas penso que se o pudesse saber por antecipação
Nada disto, vida, o viveria com o mesmo alento
E não de todo o viveria com a mesma satisfação.
Gosto de beber tragos de ti, seguindo o vento
De sugar o teu tutano.
À medida que os anos se vão sucedendo
Eu vou-te vivendo
E transformo em lição cada dano.
Por isso não desistas de mim, por favor
Continua a ser assim, desiquilibrada que só se equilibra com furor
Continua a fazer o meu coração bater a ritmo desordenado
Porque é a única forma de eu poder seguir escrevendo poemas
É a única forma de a minha poesia ter temas
Sejam eles amor, euforia, alegria ou dilemas.
Continua assim
Dando-me razões no meio do frenesim
Para que tenha vontade de te respirar
De te retribuir com tudo o que tenho para dar
De fazer com que cada pedaço de ar
Que liberto na minha respiração
Seja libertado por uma razão.


Com amor, e esperando tua resposta. João

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Mariposas



Acordei com borboletas
A voar no meio da minha cabeça
A bater as asas como se isso mudasse o Mundo
A voar a 318 metros por segundo.

Esta noite voei com elas
Sonhei com algo de que não me lembro
Mas me fez acordar com um sorriso feliz
E por uma vez, nem esforço para isso fiz.

Vou agora esperar que as borboletas voltem
E comigo fiquem em permanência
Vou esperar que elas me façam companhia
E que me permitam de viver em harmonia.

Estas borboletas são sonhos
Estes sonhos, desejos
E estes desejos... hum... são os teus beijos.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vamos lá



Vamos lá, deixa lá de pensar nela
Tão racional tão bela
Que tanta felicidade te conseguiu dar
A quem tanto consegues amar
A quem tanto ajudaste a mudar
A essa mulher tão rara.

Vamos lá, deixa lá essa vontade
Cruel para a tua idade
De te privares do prazer carnal
Apenas para permanecer numa relação banal.

Vamos lá, não faças a barba, esquece
Essa mulher é a tua musa
Sabes que por mais que procures
Não há ninguém que te seduza
Como ela te seduziu.

Volta para ela
Se ela não fez ainda as malas
E partiu
Para os braços de outro homem.

Vamos lá, foste estúpido mas nada mais tens a perder

Só tens uma vida, e nesta vida, é ela a tua mulher.