domingo, 11 de setembro de 2011



As vezes fico estagnado
Na duvida entre se sou bom ou terrível
Se sou um ser iluminado
Ou sou apenas um homem sensível.

As vezes percebo que sou óptimo
Faço de quem me rodeia pessoas melhores
Sorrio, tenho força para sorrir
Mas não sei o porquê de o sentir.

Outras sei e tenho a certeza
Que sou mau para mim mesmo
Porque não vejo a beleza
Que o viver sem rodeios e amarras tem
A bondade que por vezes possui o desdém.

Talvez tenha sido até hoje bom para os outros e péssimo para mim mesmo
Talvez agora passe a ser apenas bom para quem me ama
E bom para mim, porque me amo
Talvez, ou de certeza, seja essa a única maneira
Para viver uma vida sem cair na asneira
De não viver feliz
Porque fiz o que este ou aquele quis.

terça-feira, 30 de agosto de 2011



Estas imparáveis chamas de ameaço
Ao meu viver
Este brasido, este labirinto, este cansaço
Acabam apenas por me dar mais poder.

Porque eu sou forte
Amando assim, até à morte
Porque eu sou espírito de amor encarnado
Num ser que não vive sem ser amado.

Sou isto, farto de rodeios e obstáculos rodeados
Farto de rédeas e redes à minha liberdade emocional
Que não me estavam a deixar escrever poemas.
Hoje disse 'Basta!' aos bastões armadilhados
Disse 'Chega!' a esta estúpida negatividade irracional
Disse 'Sim' a ti, amor, fonte da minha inspiração
Solução e apoio nos meus dilemas.

Diálogo



Disse a minha reflexão ao meu devaneio:
"- Estás a ser irracional, pensa logicamente!
Porque o dono desse teu cérebro afinal é gente!
Não escravo preso que faz o patrão pançudo encher a pança
Olha bem para a tua aliança, pensa nessa mulher
Irá ela aceitar que dês de comer
A quem já te comeu vivo?
Segue o teu destino, trabalha para ti, adormecido
Adormeceste na dócil sensação de carinho
Que afinal era ilusão, espinho!
Sê homem, vive, ama!
Ou morrerás sem chama."

A reflexão tinha toda a razão
E o devaneio tornou-se racionalidade:
O dono do cérebro descobriu a felicidade.

domingo, 3 de abril de 2011

Sinto que sou forte
Mas muitas vezes sinto-me desfalecer
Na circunstancia
Desta merda de vida que não me permite sequer estar ao pé de ti
Quando sei que precisas.

E' quase como querer gritar quando não se tem voz
Esta impotência que se apodera de nos
Estas lágrimas que tanto querem parar de correr
Porque sentem o corpo tremer
Com o medo de que a circunstancia seja sempre assim
Perdido por ti,
Mas não podendo estar contigo
És o meu porto de abrigo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Há uma espécie de grito que me evoca
Como se eu fosse um ser transcendente
Agora que estou apaixonado.

Há algo em ti que me provoca
E me faz sentir um alegre demente
Com o sorriso bem vincado.

Há algo, aqui, e agora
Que vivemos e não sabemos definir
Como se soubéssemos que esta é a hora
De amar, de olhar, de descobrir.

Quero-te, tudo em mim te quer
Tudo em ti que cativa
És esse pedaço maravilhoso de mulher
Com quem quero passar cada momento que viva.

Já pensei que isto seria confusão
Já pensei ser os meus pensamentos a divagar
Já quis que não fosse nada mais que isto...
Ah, mas acabo por concluir sempre,
Que o Mundo pode dar muitas voltas, mas de ti, não desisto...

Piriquito *-*

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estava farto deste jogo até agora
A vida é um jogo que nos devora
Mas que ao mesmo tempo nos dás estes pedaços
De algo que não defino mas sinto.
Sou feliz e se não o disser minto
Sou o que sempre quis
Feliz.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não sei que faça, que diga, que sinta
Não sei ralhe, se grite, se minta...
Não sei mais onde pôr estes pensamentos
Afogados por um esquisita sensação de amor.

Não sei já o que será melhor
Ser este ser que sente querer
Ser este alguém que sente querer amar
Ou ser apenas essa paz de alma incansável
Que vive como se a vida fosse inadiável.

Sei que quero muito que me queiras
Sei que quero que me confies
Pois és esse pedaço de felicidade que descobri
E já não passo um dia sem ti...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quero dizer-te que te amo com um sorriso
E que me retribuas o olhar de que preciso...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Saudade



Esta constante saudade desmedida
Que vejo,
Que sinto,
Que vivo
Faz-me bem e mal.

Pois sei que só a tenho porque tive momentos bons
E também porque vivo momentos menos bons.

Ela traz-me loucuras desmedidas
Ao mesmo tempo que a alegria me invade
Ela faz-me sentir uma espécie de louco
Que sente a vida saber a muito e a pouco.

Que ela se mantenha e acabe
Que ela saiba ainda melhor do que sabe
É isso que quero dela
É isso que ela deve ser
Saudade que não acaba
Mas que se continua a contruir
Sei que está ainda muito para vir...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010



Nesta puta de vida,
Neste oceano de degredo
Perde-se a batida
Perde-se o segredo
E sobressai o medo!

Pois nesta vida que é puta
Só se vê diferença e solidão
Todos tentam, mas ninguém disfruta
Da real essência da nossa “liberdade”
Somos todos uma mentira sem idade!

E a vida, apesar de ainda existir
Torna-se pequena e frustrada
Rimo-nos do que não devemos rir
Começamos por ser tudo e acabamos sendo nada
Porque a vida é desperdiçada.

Pense-se nisto para dentro de nós
Reflicta-se o que fazemos
Se não aproveitamos enquanto vivemos
A morte não nos deixará aproveitar
E acabamos sendo mais um nada a lamentar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


São amorfas,
Estas vidas entrelaçadas
Vistas por prismas indiscretos
Vistas por todos esses nadas.

São antropomórficas
Na medida em que se soubessem viver
Seriam vidas não perdidas
Pois nunca se poderiam perder.

E eu sou um gajo feliz
É isso o que a minha consciência diz
Porque compreendo as coisas de uma maneira
Que me permite suavizar cada asneira.

Sou esse tipo de gajo, acho
Que come e bebe que nem um cacho
Tragos de vida aos golos
Tragos de saudade aos molhos
E que vive aos pulos
Com o que vêem os seus olhos.

Assim quero continuar
Poetizando por poetizar.

Assim quero continuar a ser
Uma espécie de louco que até sabe
[mais ou menos]
Viver!